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Há quem nunca morra, quem nunca devia ter nascido, quem é eterno, quem seja tão fugaz que só nos apercebemos que existiu, quando sentimos o cheiro a putrefação.
Nunca morrerás. És eterno no coração de quem sabe amar.
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Nunca morrerás. És eterno no coração de quem sabe amar.
Meu Pequenino, mais um aninho, doze. Quis o destino, que tu tivesses essa loucura pela caça, pela natureza, pela liberdade e detestasses as quatro paredes, Foi a tua desgraça. Partiste antes do tempo. Faltaram-te os mimos a que estavas habituado, desde que nasceste, a proteção que te dei sempre.
Podia andar super cansada mas, para ti, arranjava sempre saúde para te dar banho, mudar-te os lençóis, dar-te a atenção que necessitavas, olhar para os teus olhinhos e ver se estavas bem, cobrir-te de noite, levar-te à rua para fazeres as tuas necessidades e colocar-te numa redoma. Nela a doença nem a infelicidade entravam.
Tu não sabias que os humanos, felizmente nem todos, são fingidos, oportunistas, egoístas, mentirosos, manipuláveis e cobardes. Podem dizer que te amam mas não são capazes de fazer um sacrifício para te ver feliz e saudável. Em vez de acreditares no que ouves acredita no que vês. Querem tudo, querem criar uma imagem, só uma imagem, de santos, querem dar nas vistas com qualidades que não têm. Em resumo são falsos, tão falsos que nem eles gostam de si próprios.
Foste e continuas a ser muito amado por mim, mas, para outros, foste uma peça numa engrenagem que explodiu de tanta mentira amarfanhada, em que se assomou a cara da cobardia e da hipocrisia. Deixou de se lembrar das vezes que correste à procura de caça nos campos verdes, queimados e cheios de silvas. Agora só teme a perdiz que se dobra em orações ao santo dos impossíveis e essa não quer trabalho, não sabe o vosso valor, desconhece completamente o quanto podeis dar, sem nada pedir. Perdiz que não conseguiste cativar e que te levou a vida.
B.M. há seres que nunca morrem, tu, outros que nunca viveram. Para se viver é necessário ser-se integro, claro, puro e verdadeiro. Alguém que não é firme e se deixa levar pelo vento nunca viveu, perdeu-se no inferno do calculismo e acabou esmagado pelos seus cálculos imperfeitos. Viverás para sempre em todos aqueles que souberam ler os teus sentimentos.
Brown Maria parabéns. Sei que os receberás onde estás. Ajuda os teus amigos, o Dinis e todos os outros, Bem precisam... os que ainda vivem.
Um xi-coração infinito.
Gosto de amor, de conforto, de companhia, de que se preocupem comigo, que me entendam.
As leis vão saindo mas, depois, não há quem as faça cumprir. É obrigatório....Para todos?
Não. As obrigações são só para alguns, tal como os subsídios e companhia Lda. Quem recebe todas as ajudas e mais algumas são os mesmos que nada cumprem. Pergunto?
Se calhar por tudo isto.
Pensava-se que saindo a legislação que deixa de considerar os animais objetos, passando a considera-los seres, de tal maneira que em situação de divórcio, separação, há o direito de acordar quem fica com eles, no entanto, eles e os seus donos, continua a ter que reivindicar os seus direitos.
Quem tem um animal em casa, podendo ter até quatro, é, não só, visto de lado como, ainda, passa a ter problemas absurdos como, por exemplo, o animal não poder ladrar quando passa por um estranho ao prédio.
Nada mudou. Há até casas, prédios, em que os animais são impedidos e ao sê-lo estão também os donos impedidos de alugar ou comprar essas casas.
Pergunto?
Isto não é descriminação?
Nos hotéis que recebem animais o dono não pode ir tomar o pequeno almoço. Todos sabemos que os animais num sítio desconhecido não estão à vontade. Ir tomar o pequeno almoço e deixar o animal no quarto, para quem tem algum conhecimento e ama verdadeiramente o seu animal, será motivo de sofrimento. Se ele sofre o dono também.
Sabemos que os animais, hoje, podem até entrar em restaurantes, segundo determinadas condições. Porque não podem entrar numa retrosaria? Deixá-lo à porta? Há animais que amam e se sentem tão seguros com os donos que não ficam sozinhos à porta.
Há uma série de problemas que eles continuam a ter, o abandono e os maus tratos são alguns, gravíssimos que continuam a existir,
Pensem bem: Conhecem alguém tão fiel, tão leal como os animais?
Nem a vossa família.
Aguardamos que os nossos direitos, animais e donos, cheguem algum dia e deixem de ser escritos com tinta invisível.
Por último, quando adotarem um animal, sou contra a compra por o número de animais abandonados ser enorme, lembrem-se que eles trazem responsabilidade, tanto como um filho ou mais. Eles nunca aprenderão a forma verbal para transmitirem os seus problemas. Por tal, ponderem bem: Eles vão crescer, sentem dor quando está ausente e adoram acompanhá-lo. Vai de férias? Não o abandone, leve-o consigo. Terá umas férias mais interessantes, animadas e despreocupadas. Isto se ama o seu animal e o tem responsavelmente.
BM
A sua beleza podia não ser exterior mas cativava qualquer um, até a mim, com a sua natural felicidade e gosto pela brincadeira.
Esta foto foi tirada quando tinhas um mês e um dia (06-09-2009). Eras lindo e muito cauteloso. Todos saltavam da casota quando me sentiam mas tu ficavas à porta, a chorar, para eu te tirar de lá. Depois, claro, ao colo, ganhavas umas festinhas e uns beijinhos. Enquanto isso, os teus irmãos esperavam a sua vez.
Tão lindo, limpinho, educado, inteligente, educado e nunca caias no mesmo erro. Um exemplo que tive o privilégio de acompanhar, criar, dar banho, pentear, aconchegar as mantinhas, mimar, dar de comer e dar aqueles bombons próprios para ti e um dentadix matinal. Não queria que nada te faltasse.
Quantas vezes me fizeste companhia! Deitado na caminha, quando eras pequenino, à espera de mais um carinho.
O meu quarto tem muitas fotos tuas, não porque tinha medo de te esquecer mas, porque precisava de te ver, todos os dias, para estar com aquele sorriso que tu conhecias.
Adoro-te Brown Maria.
(Os comentários já estão abertos neste blog.)
O teu exemplo vai servir, neste dia, para alertar, mais uma vez, que os cães são os nossos melhores amigos e que não são auto-suficientes. Precisam de alguém que os ame como eles nos amam. Que tratem deles, como eles nos tratam.
Tal como é uma responsabilidade ter um filho, também o é decidir ter um animal. Eles não são um objeto que usamos quando precisamos (para a caça, para guardar a casa, para sair de casa em altura de pandemia). Têm de saudades, recordam quem os tratou desde que nasceram, dos mimos que receberam e sofrem quando perdem o que amam.
A vida nem sempre é como queremos e se conseguíssemos adivinhar o futuro tu ainda estarias aqui, connosco.
A tua adoração pela natureza, a tua felicidade quando ias à caça, a tua tristeza quando estavas entre quatro paredes, levou a uma decisão errada. Afinal um apartamento era uma prisão para ti. Sempre pensei que, sendo tu como eras, a maneira como te tratei, levaria a que compreendessem que precisavas de continuar a ter a mesma vida. A tua saúde, que levava a que tivessem determinados cuidados contigo, fosse suficiente forte para que continuasses a viver como um rei. Mas, não. Infelizmente perdeste a tua caminha quentinha e limpinha, o dentadix matinal, a comidinha especial, a água limpa, os biscoitinhos, o amor e o carinho a teu lado. Se eu adivinhasse, estarias comigo e com o Black e terias direito a tudo o que merecias, mesmo sabendo que um apartamento era uma prisão para ti. O amor compensaria a prisão.
Ter animais não é um passatempo, uma moda, uma maneira de se demonstrar que se é bom é, como já disse, é uma grande responsabilidade. Só os pode ter quem lhes dá tudo o que merecem, quem sabe ler os pensamentos e estados de espírito deles, quem sabe comunicar com eles. Isso não é para qualquer um, é para quem os ama acima de si próprio.
UM BOM ANO PARA TODOS OS ANIMAIS.
Para os donos: Aprendam a AMA-LOS como ELES MERECEM.
Parei de contar os teus anos porque me dói. Mais um ano significa para ti estares mais velho e eu sempre imaginei, para ti, uma velhice merecida.