Apresento-vos o Forsberg, um Golden Retriever, e o Ginger, um lindo Gato.
Os dois eram inseparáveis mas Ginger morreu aos 15 anos com cancro de tiróide e o Forsberg, com 10 anos, andava muito triste e percorria a casa, sem parar, à procura do amigo.
A dona andava com o coração partido por vê-lo assim e resolveu dar-lhe outro amigo: o Max.
O Max não iria ocupar o lugar do Ginger mas ajudaria a aliviar o seu sofrimento. O Forsberg aceitou muito bem o novo amigo e ambos tornaram-se inseparáveis. O Max conseguiu trazer um raio de luz àquela casa e nunca mais largou o novo amigo. Passámos a vê-los sempre juntos:
No Sofá,
ou à janela.
Hoje o Max é um animal adulto e o Forsberg um cão idoso mas com um coração jovem. Max contínua a brincar com ele sendo impossível permanecer inactivo com um amigo tão brincalhão.
Vem aí o Natal e, como é costume, começam as compras e a escolha da melhor prenda para a família e amigos. É uma altura de muita indecisão e de muita responsabilidade principalmente se se decide dar um animal. Não devem esquecer que um animal não é um objecto que se deita fora quando fica velho ou, ainda, quando deixa de nos servir. Um animal é um ser vivo que sabe amar e sabe quando é amado. Ele sente como vós, seres humanos, podendo ser, na sua vida, feliz ou infeliz. Pensem nisso.
Eu, como animal, acho que devemos ser escolhidos por quem nos vai adoptar como elemento da família e não por outra pessoa.
Cá em casa nós recebemos prendas muitas vezes durante o ano e a semana passada o Patusco e a Marlene, os dois novos elementos da família, dois gatinhos lindos filhos da Princesa, mais tarde mostro-vos fotos deles, receberam uma bola de prenda, igual à azul da foto.
Os meus donos chegaram a casa ansiosos para verem a recepção que teria o novo brinquedo. Os dois cheiraram a bola deram-lhe com a patita mas voltaram a brincar com a velha caixa que não largam.
Se tem um amigo gato não dê mais voltas: ofereça-lhe uma caixa com uns buracos e vai poder vê-lo feliz e animado. As caixas afiam o instinto felino e servem para eles dormirem, acham-nas mais aconchegantes do que uma cama, para brincarem às escondidas e como esconderijo em tempo de caça.
Uma caixa, um brinquedo super barato, com utilidade múltipla e desejado.
Não há dúvida que a felicidade não custa dinheiro e há muita gente (incluo aqui os animais) que se satisfaz com muito pouco, porque não o recebem?
Antes de aparecem na
quinta o Dinis, o Gatuzo e a Princesa eu não gostava nada de gatos, corria-os a
todos. Hoje tenho muito carinho por eles e, como sabem, o meu grande amigo é um
gato: o Dinis.
A partir daí
interessa-me tudo o que se refere a eles e a minha dona vai-me dando algumas
informações que lê.
Ontem disse-me que
eles já nascem bilingues, falam fluentemente em miau e matermalês. Um estudo
descobriu que com apenas duas semanas os filhotes conhecem a voz da mãe. Na
presença da mãe ficam mais barulhentos e quando ela não está eles ficam quietinhos, para evitarem ser atacados por predadores. Descobriram, também, que a mãe perto dos filhos não mia, ronrona ou emite um
gorjeio engraçado, parecido com o dos pássaros.
Esse gorjeio é como
se fosse uma marca registrada. O miado de duas gatas tende a ser
relativamente parecido. Já a análise acústica do gorjeio, chamado de “chirp” em
inglês, mostrou que ele é exclusivo de cada mãe.
A teoria dos
pesquisadores é de que as mães ensinam seus filhotes a associar esses sons com
calor, leite e carinho – ou seja, uma sensação completa de segurança. Tanto
que, no teste com as gravações, os gatinhos não ficavam tão animados com o
miado da mãe. O importante para eles, mesmo, era o gorjeio maternal.
Esse idioma
mamãe-bebê provavelmente nasceu de uma necessidade evolutiva que permite
conhecerem a progenitora.
A conclusão dos
pesquisadores é que, por pressão evolutiva, as gatas desenvolveram esse gorjeio
especificamente para a comunicação com os filhotes. Quando eles ficam mais
velhos, continuam entendendo o som como um comunicado para seguir a mãe para
fora do ninho. Para os cientistas, essa capacidade de aprender uma linguagem
tão cedo na vida é sinal de que as habilidades cognitivas dos gatos são ainda
mais impressionantes do que imaginávamos.
Este PitBull era mal tratado e por isso foi levado para este canil. Observem como ele reage às festas da tratadora.
Têm fama de animais perigosos mas, afinal, são vitimas de outro animal, o racional.
A minha dona viu um cão perdido à entrada de uma IP. Andava às voltas, sem saber qual a direcção que devia escolher e chorava mas chorava muito. Era domingo, por volta das 20 horas, fim de mais um dia de caça. Era um cão de caça e se não fosse salvo acabaria atropelado. Estava cheio de medo, aterrorizado. Naquele momento chegou uma carrinha da Ascendi e o cãozinho refugiou-se nos braços do condutor. Espero que tenha encontrado a pessoa certa.
Ainda há tanto para fazer para nunca mais um de nós ser abandonado. Contribuo com um vídeo que traduz o sofrimento dos animais e a sua incapacidade para viverem sós.