Todos os que visitam este blog sabem que
eu não durmo na cama dos meus donos. Tenho duas camas e um sofá, só para
mim.
Não subo para a
cama dos meus donos nem para os sofás deles. Eles nunca me disseram para não o
fazer, eu é que, desde pequenino, achei que cada um deve ter as suas coisas. O
mesmo acontece com os meus brinquedos, faço questão que permaneçam nas minhas
camas e não gosto que mos tirem. O Black adora roubar-mos mas eu não permito que
seja por muito tempo. Vou buscá-los e coloco-os novamente na minha cama. Sou
muito zeloso e muito unido às minhas coisinhas. Tudo que é meu guardo com grande amor e não
estrago nada. Tenho, ainda, o meu primeiro brinquedo apesar de terem chegado
muitos amigos, alguns deles muito brincalhões, à quinta. Tenho conseguido preservar tudo
e não durmo sem catar e limpar os meus brinquedos.
Estávamos a falar de camas, lembram-se?
Esta conversa veio a propósito de um casal norte americano que mandou fazer uma
cama gigante para os seus oito cães resgatados da rua e para eles. São dez
os que dormem nesta cama de 1,80m de largura por 2 metros de cumprimento. Ao
lado da cama há uma escada para os cães mais velhos puderem subir.
Os humanos, alguns, começam agora a perceber que nós os entendemos. Alguns porque os que vivem connosco sabem o quanto os compreendemos, mais do que eles se compreendem entre eles.
"Um estudo
publicado na revista Science mostra que os cães processam as palavras e
atribuem-lhes significado não reagindo apenas à entoação e ao contexto.
Foram
analisadas imagens por ressonância magnética do cérebro de 13 cães, de quatro
espécies diferentes.
Os animais, foram
treinados para se deitarem, sem se mexerem na máquina de ressonância magnética
enquanto ouviam palavras dos donos. Para se fazer a análise, os cães ouviram
palavras com significado, em tom de elogio e num tom neutro, e também palavras
sem significado, com as duas entoações.
A análise das imagens obtidas permitiu tirar, pelo menos, uma
conclusão importante: independentemente do tom (de ordem ou neutro), os cães
processaram as palavras com significado com o hemisfério esquerdo do cérebro —
tal como os humanos fazem. Já em relação às palavras sem significado, os
cérebros dos cães não fizeram este processo. Para Attila Andics, que conduziu o
estudo, “não há nenhuma razão acústica para esta diferença, o que mostra que as
palavras têm significado para os cães”.
O estudo concluiu ainda
que os cães processaram as diferentes entoações com o hemisfério direito do
cérebro, e que, no caso das palavras ditas em tom de elogio, outra área do
cérebro ficou activa: a que processa a recompensa. Andics conclui, por isso, queos cães “integram os dois tipos de informação”, a
entoação e a própria palavra, “para interpretar o que ouviram, tal como nós
fazemos”.
As palavras existem também noutras espécies animais, recorda a Science.
Golfinhos e papagaios fazem sons que muitas vezes funcionam como nomes, e
galinhas, cães e alguns primatas utilizam sons diferentes para identificar
predadores. Os cães são os mais avançados nesta questão: há espécies que
conseguem identificar mais de mil palavras humanas, provavelmente
atribuindo-lhes um significado.
Este estudo vem agora confirmar aquilo de que se suspeitava: os
cães podem mesmo entender palavras. Dois cientistas ouvidos pelaScience sublinham a importância desta descoberta.
Tecumseh Fitch, biólogo cognitivo da Universidade de Viena, Áustria, garante
que se trata de “um estudo importante, que mostra que os aspectos básicos da percepção do discurso pode ser partilhada por parentes muito distantes”. Já
Julie Hecht, que estuda o comportamento e cognição dos cães na Universidade de
Nova Iorque, é mais cautelosa. “Não significa que os cães entendam tudo o que
dizemos, masas nossas palavras e
entoações não são desprovidas de significado para os cães“, explica a
cientista.”
Como hoje é o nosso dia, o dia mundial do cão, resolvi deixar um vídeo de dois grandes amigos: O Black e o Ruca. O Black, um Border Collie apesar das suas diminutas dimensões, tem uma auto estima muito elevada, inteira confiança em si próprio e não se sente ameaçado pela grandeza do Ruca, um Cão de Gado Transmontano.
Quem segue o meu blog sabe que eu adoro a companhia dos gatos. Eu e o Dinis somos inseparáveis. Ainda me lembro quando os três apareceram na quinta e as tropelias que faziam quando entravam em casa. A minha dona dizia que parecia que tinham o diabo no corpo, nada resistia. Não teriam mais de dois meses. Fez dia 11 de agosto dois anos que os meus donos os viram e os adoptaram. Para quem ainda não os conhece revejam-nos no primeiro post que escrevi sobre eles, A Crise NÃO É DESCULPA.
Hoje são muito mais pacíficos e eu tenho saudades das suas brincadeiras. Por isso fiquei encantado com este vídeo.
Ontem completei sete anos, não faltou a festa e os parabéns dos amigos. O Black diverte-se imenso, não consegue estar quieto e não tem medo de nada, nem do matulão do Ruca. O Peter Pan, a minha Mãe, o Picasso, o Quick, o Boneco, o Dinis, o Gatuzo e a Princesa não me deixaram neste dia tão importante para mim. São uns amigões todos.
Em agosto tenho sempre a companhia da minha dona, como já vos tinha dito o ano passado, são dias cheios de miminhos para nós e para ela, já que não nos fartamos de lhe dar lambedelas nas pernas. É um mês muito feliz aqui na quinta mas, para outros as férias trazem muita tristeza porque é quando são abandonados. Todos os anos se repete o mesmo.
Nós estamos sempre ao lado dos nossos donos, mesmo nos piores momentos da vida deles, parece que muitos ainda não perceberam isso, infelizmente.
O calor chegou e com ele alguns problemas para os meus amigos, quando os donos são descuidados. Todos sabemos que há muitos animais a viverem em varandas o que, nesta altura do ano, devido ao calor intenso que se tem feito sentir, tem provocado muito sofrimento.
Em Barcelona um cão, farto de ter fome, sede e calor, desesperado, atirou-se da varanda de um prédio. Felizmente os vizinhos, os heróis do dia, apararam a sua queda com um toldo e ele sobreviveu, Foi assistido no local por um veterinário e está, presentemente, num abrigo de animais.
A policia espanhola publicou o vídeo esta semana para lembrar aos donos, de todos os animais, a responsabilidade que têm a seu cargo.
Aqui ficam duas fotos, tiradas já no abrigo, onde se pode ver que o animal está bem. Depois de vermos e ouvirmos o vídeo, para acalmarmos, só mesmo vendo fotos posteriores dele. Ao contrário do que escreveu quem publicou o vídeo no You Tube e como se pode ver na página da polícia o cão não morreu mas, podia ter morrido.
Colin Sutton e Cameron Dietrich estavam a mergulhar na costa mexicana quando viram uma tartaruga marinha presa às cordas que seguravam uma bóia. Demoraram algum tempo mas, finalmente, conseguiram-na salvar e ela não hesitou, agradeceu-lhes.