sábado, 25 de outubro de 2014

Cuidados a ter com o seu cão no Outono


Com a chegada do Outono passaram os perigos do Verão, o tempo quente e os golpes de calor. Mas o Outono também exige particular atenção sobre outros riscos. Nada como estar informado para poder preveni-los.

Riscos e Cuidados no Outono
  • Regresso às aulas

Com o início das aulas, as crianças começam a utilizar novamente os cadernos, os lápis, etc. Embora a cola e os marcadores sejam alguns objectos de toxicidade baixa não convém deixá-los ao alcance de cães. Borrachas podem causar bloqueio de intestinos e agrafes podem causar problemas mais graves.

Insista com as crianças em manter o quarto arrumado para evitar acidentes.
  • Raticidas

Apesar de ser proibido, ainda há muita gente que utiliza veneno para eliminar as pragas de roedores. A utilização de veneno começa a acentuar-se no Outono, visto que o tempo arrefece e os ratos começam a procurar abrigo junto das casas para fugir ao frio. Embora se pense que os ratos são mais comuns nas zonas rurais, a verdade é que a cidade também tem bastante comida para oferecer aos roedores, sobretudo junto a caixotes de lixo públicos. Garagens e quintais são alguns dos locais mais afectados. Mas também há quem utilize produtos tóxicos em descampados sem fixar qualquer aviso. Por isso tenha bastante atenção ao local onde vai passear o animal.

Se tiver uma praga de ratos em sua casa, contacte profissionais para o ajudarem a eliminá-los ou construa ratoeiras que capturem os animais. Os raticidas são extremamente perigosos para animais de estimação (e crianças também!) e podem facilmente causar-lhes a morte.
  • Tempo frio

A temperatura começa a descer e os animais habituam-se naturalmente a essa mudança. Mas isso implica mudarem de pêlo para deixar crescer uma nova camada mais aconchegante. Nesta altura, é necessário escovar mais regularmente os cães para retirar o pêlo morto.

Se quer proteger o cão da chuva, é altura de comprar uma capa protectora. Para cães de pequeno porte e pêlo curto, pode também ser necessário um agasalho contra o frio.

  • Perigos da natureza

Esta é a época em que surgem os cogumelos. Embora a maioria seja inofensiva, a verdade é que se encontram alguns no nosso país com um alto grau de toxicidade. Tenha especial atenção ao passear o cão no campo ou em zonas verdes onde possam surgir estes fungos.

Para além dos cogumelos, as cobras começam agora a entrar no período de hibernação e podem reagir de forma mais irritada com a aproximação de um cão que lhe pareça uma ameaça. A população de cobras venenosas no nosso país não justifica alarmismos, mas convém estar alerta.



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Cumplicidade



Este é apenas um dos vídeos de Lorenzo que  mostram a cumplicidade que existe entre ele e os seus cavalos. Há Homens especiais que conseguem maravilhas com os animais. Não é fácil montar a cavalo, imaginem, agora, andar de pé no dorso deles e sem rédeas. Não é de certeza com agressividade de se consegue esta ligação.

Brown Maria


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Tu e Eu


Gregory Burns analisou o núcleo caudado canino (uma região chave do cérebro partilhada por seres humanos e cães, associada com a antecipação de coisas que gostamos, como comida, amor e coisas materiais) e concluiu que os cães  são tão conscientes como crianças humanas.
Os vários estudos realizados dizem-nos que os cães têm emoções como os humanos e expressam-nas com acções como sacudir a cauda os cães abanam para a direita quando estão felizes, e para a esquerda quando estão stressados ou ansiosos), que os humanos entendem.
Este novo estudo comprovou que pólo temporal (a região mais anterior do lobo temporal) que não é exclusiva dos seres humanos, como se pensava, esta área processa sons, dando origem a respostas emocionais, nos seres humanos é activada quando as vozes são ouvidas mas, também, fica activa nos cães quando as ouvem.
Ao mesmo tempo, os sons humanos emocionais, como choro ou riso, activaram uma área perto do córtex auditivo primário em ambas as espécies. As vocalizações caninas emocionalmente carregadas também causaram reacções semelhantes entre os participantes (humanos e cães).

Eles, cientistas, hão-de acabar por concluir que a única diferença que existe entre nós (humanos e cães) é o nosso aspecto exterior.

Brown Maria

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O Valor de um Animal


A Lei n.º 69/2014 - Diário da República n.º 166/2014, Série I de 2014-08-29 entrou em vigor dia 1 de Outubro, e penaliza quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos físicos a um animal de companhia, com pena de prisão até um ano ou com multa até 120 dias. Se dos maus tratos infringidos resultar a morte do animal ou a privação de importante órgão ou membro ou, ainda, a afectação grave e permanente da sua capacidade de locomoção a pena de prisão vai até dois anos e a pena de multa até 240 dias.

O abandono de um animal de estimação, ficando em risco a sua alimentação e a prestação de cuidados que lhe são devidos, é punido com pena de prisão até seis meses ou com multa até 60 dias. 

O ideal, para todos, seria que este tipo de legislação não fosse necessária, que todos tivessem consciência que nós, animais, somos seres vivos, merecemos viver felizes e ter uma vida de acordo com as normas de bem-estar estabelecidas pela União Europeia que reconhece sermos seres sensíveis que merecemos protecção.
Em 15 de Outubro de 1978 foi aprovada a declaração dos direitos dos animais pela UNESCO e mais tarde pela ONU, que no seu artº. 14º., nº. 2 refere que:


Os direitos dos animais devem ser defendidos pela Lei, assim como o são os direitos do homem.

"Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime, tanto quanto o assassinato de um homem."- Leonardo da Vinci
Brown Maria

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A Fanny e o Dick

A Fanny e o Dick eram outro casal da quinta. A Fanny era uma atleta, meiguinha, ultimamente porque quando chegou à quinta mordia a todos, excepto a mim e à minha Mãe, talvez tivesse esta atitude porque tinha sido abandonada e agora, que tinha um lar, não queria perde-lo e achava que devia impor-se. Será?
Não mordia em nós (em mim e na minha Mãe) porque não lhe dávamos hipótese, quando abria a boca nós pregávamos-lhe um beijinho e ela desistia. Vencemo-la com carinho.
Era muito inteligente e logo que ouvia os meus donos repreenderem algum animal ela defendia-os (aos meus donos) imediatamente e não era preciso alterarem o tom de voz. Ela trazia todos nós direitinhos porque, ao mínimo descuido ela agia. Era uma cadela de guarda, atenta, viva e muito ágil, conseguia saltar um muro de 2,30 de altura, de baixo para cima.
A Fanny era ciumenta, sem dúvida mas amiga. Nós adorávamo-la. Era independente, tinha uma personalidade vincada e fazia o que lhe apetecia. Um dia, o primeiro dia de caça do ano passado,  lembrou-se de sair da quinta e...nunca mais voltou. Não sabemos o que lhe aconteceu e ainda hoje os meus donos a procuram. Ninguém consegue esquecer a Fanny.
 
Adorava brincar com paus ou bolas

O Dick e ela na brincadeira

 
O Dick foi para a quinta fez agora, em Setembro, dois anos, tinha apenas seis meses. A ex-dona não podia tê-lo em casa, ouvi dizer que vivia num apartamento, e procurava um novo dono para ele. A minha dona soube e foi busca-lo. A ex-dona nunca mais quis saber dele mas, ele é feliz e adora o dono, não o larga um segundo. No princípio era preciso lembrarem-no que tinha que comer, ele esquecia-se, só para não deixar o dono sozinho. Somos amigos e costumamos ir juntos passear com o meu dono pela quinta. Também ele sente saudades da Fanny. Eu ainda espero vê-la ao portão da quinta.
A vida é feita de momentos felizes mas, também, há momentos de muita tristeza que precisamos superar, nem que para isso nos agarremos à esperança, que é a última a morrer.
Brown Maria

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Os Dálmatas


Hoje, como prometi há dias, vou falar do meu amigo Picasso, um belo exemplar da raça. Ele foi para a quinta para acasalar com a Lira, depois voltaria para o dono mas, quando chegou à sua antiga casa, o dono mostrou vontade em se desfazer dele, por isso, voltou para a quinta onde aprendeu a ser livre. Viveu, não sei quantos anos, preso a um atrelado, tinha as unhas enormes e quando se viu livre, como não sabia viver em liberdade, corria e saía da quinta constantemente. Um dia causou estragos numa viatura que passava na estrada e a partir daí, aprendeu a lição e nunca mais saiu. Vai apenas marcar o território perto do portão e entra imediatamente. Está velhinho, surdo, cego e tem imensas dores nos ossos, penso que se deve à vida que levou, anos preso a um atrelado. É feliz, brincalhão e já não se zanga quando está a comer, quando chegou à quinta o meu dono ou dona não podiam chegar perto dele quando estava a comer, ele ameaçava morder, mania que perdeu passado poucos dias de lá estar. Vive na quinta há alguns dez anos e todos o adoramos. 
 
 O Picasso

A Lira (morreu este ano com cancro)
 
 
Os dois num carnaval numa escola do norte,  o tema foram os 101 Dálmatas. Eles adoraram e os meninos também. Faziam um lindo casal. Há por aí filhotes deles que os meus patrões deram, a maior ninhada da Lira foram 19 filhotes, deram, não venderam porque eles dizem que nós, animais, não somos mercadoria.
O Picasso é o mais mimado da quinta porque, dizem os meus patrões, é velhinho e por isso precisa de muito mais miminho e, além disso, teve uma vida difícil até ali chegar.
Brown Maria
 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A Crise NÃO É DESCULPA



 Eles não precisam de brinquedos caros para serem felizes.


Só precisam de um lar, de alguém que os adopte,  quem os abandone há muito.


No dia 11 de Agosto ouvimos, à porta de casa miar. Os meus donos trataram logo de averiguar o que se passava, não há gatos na quinta, de vez em quando aparece um que procura caça mas, apenas isso. Pacientemente aguardaram que o dono daquele miar perdesse o medo e aparecesse mas, afinal não era apenas um, eram três, três lindos gatinhos, com dois meses, talvez, abandonados, pedindo comida e carinho.

Os meus donos já há muito tinham pensado adoptar um gatinho, quinta sem um miar não é quinta, mas tinham receio que o Picasso, o macho Dálmata, corresse com ele ou pior, o matasse. Um dia vou contar a história do Picasso, adoptado também.

Pensaram e nunca se decidiram mas, agora,  havia que tomar uma atitude, não havia tempo para pensar. Os meninos eram super meigos e estavam cheios de fome. Acolheram a ninhada, deram-lhes comida, mimo, colocaram um recipiente com areia para fazerem as necessidades, que eles utilizaram imediatamente e deram-lhes água. Observaram que os meninos tinham vivido num apartamento, gato criado no campo não faz as necessidades em recipiente, faz ao ar livre.
Resumindo: Alguém, (será alguém?), tinha abandonado ali os bebés, ali porque imaginaram que, onde há muitos cães há gente que ama os animais? Saberiam que seriam adoptados os três?
Quem abandona não se importa com o futuro porque, se fosse assim, não abandonaria.

A crise é desculpa? Não. Não há crise só para alguns, os meus donos também a sentem mas são humanos e não são egoístas. Sabem que um ser daqueles precisa de alguém que o proteja, que ele só, acabará morto.

Eu nunca tinha convivido com gatos, aprendi com o Picasso que os gatos eram inimigos mas, aos poucos, os meus donos ensinaram-me que se dermos oportunidade os inimigos podem ser, futuramente, os nossos melhores amigos.

Passado quase um mês nós, eu e os gatinhos, convivemos muito bem, eles adoram brincar com o meu rabo e passarem o deles pelo meu nariz. Se foi fácil? Foi, no segundo dia eu já lhes cheirava o rabo e eles passavam à frente do meu focinho. 
Em casa muita coisa mudou, não há sossego e os sofás viraram afiadores de unhas mas, estamos felizes todos juntos e eu se estou muito tempo na rua, fico com saudades. Adoro observar quando eles estão a brincar e tento entrar na brincadeira apesar de não saber brincar à gato. 
Estes amigos tiveram sorte mas....Quantos há que morrem quando são deixados sozinhos, ao sabor do destino?
Haverá desculpa para o abandono? 

 A Diana e o Gatuzo (da esquerda para a direita)
 A Princesa  (a última a confiar em nós e a mais pequenina)
  
 Os três manos


As duas meninas
O Gatuzo (o macho, o maior)

Eu a observar, admirado, a traquinice do trio (lembrem-se que eu nunca tinha visto gatos na minha casa, menos ainda convivido com eles).

Espero que tenham gostado dos novos inquilinos da quinta e que, sejam HUMANOS, não arranjem desculpa para abandonarem. 

Um dia, os meus donos vão conseguir ter a máquina fotográfica à mão quando nós dermos um beijinho, sim já houve beijinhos, troca de comida, de água e de cama.

Olhando aqueles olhinhos conseguem adivinhar qual deles é o mais vivo, o mais perspicaz e o mais inteligente e o mais terno ?

Brown Maria